Se alguém assume o ministério em uma comunidade eclesial que se considera o caminho único da salvação (e são quase todas que assim se proclamam!), facilmente obscurece sua razão, abandona o bom senso e entrega-se ao fanatismo e aos preconceitos que o estimulam e cercam, certo de que – fazendo e praticando o que sua comunidade diz – obterá a recompensa prometida aos fidelíssimos: a redenção.
E não importa o caminho seguido, os absurdos aceitos, as renúncias exigidas.
+
Mas, é de perguntar-se: será mesmo assim? Deve o ser humano abandonar a capacidade de raciocinar, dom especialíssimo de Deus? Deve renunciar aos questionamentos, às interrogações diante do que lhe parece estranho ou injusto? Deve entregar-se cegamente a um sistema que se apresenta pleno de imposições, não dando respostas às questões mais significativas de uma consciência crítica – só porque esse sistema se auto-proclamou certo, verdadeiro e infalível? –
